Covid-19: Fiocruz vai entregar 5 milhões de doses de vacina na sexta

Lotes da vacina Oxford/AstraZeneca extrapolam previsões iniciais

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta feira (21) que vai entregar, na próxima sexta-feira (23), 5 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A quantidade supera a previsão inicial para esta semana em 300 mil doses.

Por questões logísticas relacionadas à distribuição das vacinas, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) sempre às sextas-feiras. Segundo a fundação, a decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na semana passada, Bio-Manguinhos também liberou 5 milhões de doses, porém em duas remessas, na quarta-feira e na sexta-feira. Para a semana que vem, o cronograma prevê mais 6,7 milhões de doses, o que fará com que a fundação entregue mais de 18 milhões de doses no mês de abril.

Para os próximos meses, a programação é que as entregas cresçam em volume e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

Já foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações 14,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, sendo 10,8 milhões produzidas por Bio-Manguinhos. As outras quatro milhões foram importadas prontas da Índia nos meses de janeiro e fevereiro.

*060 Notícias com informações da Agência Brasil.

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O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, foi o convidado do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional de Brasília, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na entrevista de hoje, 21 de abril, data da inauguração de Brasília, Ibaneis, que é o primeiro governador nascido na capital federal, destacou o potencial turístico da cidade. Ao âncora do programa, o jornalista Valter Lima, o governador falou também dos novos perfis econômicos que a cidade vem desenvolvendo e de algumas medidas que estão sendo adotadas para melhorar as condições de enfrentamento à pandemia. “Brasília é um museu a céu aberto. Todos se encantam com o que veem aqui. Hoje, inclusive, reinauguramos o Museu de Arte de Brasília (MAB). Temos belíssimos monumentos e uma das catedrais mais lindas do mundo, além de uma população acolhedora. Quem vier, vais se dar a alegria de se ver o que há de melhor no Brasil”, disse o governador. Ibaneis lembrou que a cidade, atualmente com 3,2 milhões de habitantes, vem desenvolvendo cada vez mais a função de elo entre as demais regiões do país, papel a ela atribuído antes mesmo de sua criação. “Brasília tem se destacado principalmente no ramo da distribuição, seguindo visão de Juscelino Kubitschek, de integrar Norte e Nordeste com Sul e Sudeste”. O governador destacou a consolidação da economia do DF no setor de serviços e lembrou de medidas que foram adotadas para atrair as empresas. “Foram 30 empresas [que se instalaram na capital federal] só no ano passado. Estamos reenquadrando carga tributária e trazendo incentivos fiscais para que as empresas aqui se colocassem”. Sobre o enfrentamento à pandemia, o governador disse que o altíssimo nível de contaminação, em termos proporcionais, que vem sendo registrado na capital é decorrente de uma “condição diferenciada” da cidade, que tem, como característica, o contato entre diversas populações e de visitantes. Além disso, acrescentou o governador, “a grande maioria de nossa população passou férias em praias e se aglomeraram em festas”. Segundo Ibaneis, o DF está “correndo na instalação de novos leitos mas, infelizmente, a segunda onda veio de forma muito grave e, agora, já se fala de terceira onda atingindo os mais jovens”. “Sabemos da situação difícil por que passa o DF, mas estamos concluindo três hospitais de campanha com 300 leitos de UTI e abrindo mais 100 leitos na cidade de Samambaia. Chegamos a um ponto em que não adianta ter dinheiro porque todos hospitais privados estão com suas UTIs 100% lotadas. Teremos dois ou três meses de muitas dificuldades”, acrescentou.

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